quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A Boca da Mídia - filmando o filtro



A boca da mídia - filmando o filtro

Lau Furquim

A boca da mídia
A tromba da mídia
A língua da mídia
A íngua da mídia
Um vôo que fala
O rock embola
Co’a onda que toca
Freqüente Modela
Freqüente Modela
A gente de frente,
Pro lado é circuito.
Em cima: delitooooo....
Se liga Mané!
Rio maior é mar
Sai fora da onda
Pra poder navegar
Se puder nave andar
Pra poder navegar
Num maremoto de fatos,
navego e canto BIS
Se puder navegar
num terremoto de fotos
revelo e ando BIS
No embaraço do mundo
há estacas e arames virtuais
revertendo os sinais
Canais misturados
Costumes quebrados
Carinho e assalto
Poeira e asfalto
Unpluged ligado
O Silêncio sonoro
Saído dos poros
Não nasce plugado
S’embora malaco!
O mundo é um ponto
que não fica pronto
um inteiro espaço
faltando pedaço
Lugares algures
São dados alados:
teleatos, telefatos,
teletoques, teletatos
O filtro da mídia
Deforma e Formata
O filtro da mídia
Deforma e formata
Filmado o plageado,
Cadê o que foi coado?
Filmado o plageado, Cadê o que foi coado?
A notícia não se pega
A notícia emprega
A mídia emperra
Mas faz circular.

Um comentário:

Luísa B. disse...

Pra quem conhecia somente seu lado racional, se deparar com seu lado poeta é como que se impressionar. Não que poesia não seja racional, mas a literariedade dá um toque todo especial.
parabéns.